quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Déjà vu

Sua mãe um dia te diz uma frase que te marca,  e você sempre lembra dela quando está num momento de dúvida.  Sua amiga te abraça num momento de histeria e segura você enquanto você se desespera, e você sabe que pode perder a força nas pernas, mas não vai cair. Seu irmão te coloca no seu lugar quando você está extrapolando no erro, e você percebe o quanto estava precisando voltar a por os pés no chão... Seu pai te mostra o valor do caráter, e você sente seu coração transbordar por saber que isso existe de fato.

Pessoas que tem atitudes que te mudam pra sempre e que são tudo o que você precisava naquele momento.

O que te faz admirar alguém? O que te faz amar o outro?

Um voto de confiança, uma palavra dura, uma palavra confortante... Ver que ele pensa igual a você. Ver que ele pensa exatamente o oposto de você e tem orgulho disso. Ver que ele erra e não deixa de tentar acertar.

Algumas pessoas entram em nossa vida como se já estivessem lá há muito tempo, e nos fazem pensar de onde vem esse amor, esse carinho que parecia já estar instalado e ter espaço conquistado dentro do peito.

Algumas pessoas passam por nossas vidas. Entram, interagem, deixam sua marca e sua lição e vão embora. Outros nem chegam a fazer diferença, mas você lembra deles mesmo assim. Mas alguns, uns bem poucos, quando cruzam o olhar com o nosso, traz consigo algum tipo de sensação de memória... Traz aquela velha sensação de déjà vu, aquela sensação de que você já conhece aquele olhar e um carinho brota antes mesmo de trocar qualquer palavra.

Eu encontrei com algumas pessoas que me fazem sentir que estaremos sempre juntos, e é muito bonito e reconfortante essa sensação. E que geralmente com o tempo trazem alguma forma de admiração.

Você já deve ter passado por isso. Já conheceu alguém e no meio de um monte de gente sentiu como se fosse um reencontro – Que bom ter você aqui de novo... -  E nem sempre os seus olhos identificam a pessoa, mas o seu coração não se esquece de um rosto familiar jamais.

Eu acredito em conexão espiritual e em amores eternos. E quando digo amores eternos não me refiro ao amor romântico apenas. Me refiro a amigos, a irmãos, filhos e pais. Me refiro ao amor que se sente por alguém que esteve longe por muitos anos e volta pra fazer parte de um momento em sua vida. E depois diz adeus mais uma vez... E a gente se abraça, se cuida, se ama, se odeia. A gente sofre junto, divide experiências, cai e levanta novamente. Até que um dia a vida nos divide de novo. Até breve, muito em breve, porque você continua aqui comigo, até nossos olhares se encontrarem mais uma vez.

Ouvindo Desappear - Beyonce

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Espíritos inquietos

“Nós não ganhamos chances infinitas de conseguir aquilo que queremos. E nada é pior do que perder uma oportunidade que poderia ter mudado sua vida.”

Addison Montgomery    – Grey’s Anatomy

 

Algumas mulheres são diferentes. Tem algo de diferente na sua essência. Gostaria de entender o que é... Porque algumas pessoas não conseguem aquietar o espírito, não conseguem ter certeza sobre o amor, nunca sabem se vão ou se ficam. Existem homens assim também... muitos homens são assim. Mas, as mulheres que são inquietas, elas são completamente diferentes de qualquer homem ou mulher. Elas se sentem fisicamente sufocadas em determinadas relações. Tanto amorosas quanto familiares, como com amigos e com trabalho... Tudo que é imposto é extremamente doloroso. 

E eu fico me perguntando o que faz uma mulher ser tão inquieta? Incapacidade de ser feliz? Necessidade de uma razão, uma busca ou objetivo? Uma natureza diferente das outras pessoas?

Ao mesmo tempo essas mulheres são uma verdadeira força da natureza. Quando amam, amam demais, quando sofrem, também é demais. Os sentimentos vivem a flor da pele e a única forma de encontrar um pouco de paz é a solidão. Pois é o momento em que os nervos se acalmam, amansam. 

Eu sou uma dessas mulheres. Por isso conheço um pouco do que se passa nesses corações. Mas ainda não o suficiente para entendê-las.

Fico pensando se são pessoas viciadas em emoção, viciadas em sensações e que simplesmente se sentem mortas quando estão mornas. Ou se querem demais da vida, e pretendem sugar tudo que puderem pra alimentar essa ânsia... Mas quando é demais? Quando é a hora de sossegar a alma? Acalmar o espírito e aceitar a paz de uma relação equilibrada e responsável?

Existe equilíbrio que conserte essas mulheres intensas demais? A vida não distribui oportunidades. E o arrependimento de ter deixado algo incerto em busca de algo mais pode ser o pior castigo. Especialmente, porque até onde eu sei, não existe nada certo, certo?

Quando alguém me pergunta se deve trocar o certo pelo incerto, eu sou a primeira a optar pela segunda opção. Porque  se eu estivesse pensando em trocar o certo, é porque ele já não é mais certo há algum tempo... então afinal, eu me pego pensando que quando é certo, tem que parecer certo e eu tenho que  sentir que é certo.

Mas será que não estou pedindo demais? E se em busca do certo, na ânsia por algo completo e que me permita ser eu, em toda minha emoção a flor da pele,  eu descubra que não existe nenhum certo...

Porque algumas mulheres jamais conseguem aquietar a alma em busca de algo certo e por isso param de enxergar o que tem na sua frente, e só conseguem enxergar a busca em si...

Espíritos inquietos me deixam extremamente inquieta, tentando entender o que move um coração... E o que o f az parar.

 

Ouvindo Desappear - Beyonce

 

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A Rejeição

Aprendemos cedo, talvez muito cedo, o sentido de rejeição. Muitas vezes antes mesmo de sabermos quem nós somos, aonde estamos, em algum momento experimentamos essa sensação. Talvez você nem se lembre, nem tenha consciência do quando foi doloroso, mas um dia, quando você é adulto e acha que é forte o suficiente, ela surge outra vez.

Não é a primeira vez que você sente aquilo, e você sabe. De onde eu conheço essa dor? Da barriga da minha mãe? Da escola? Do primeiro menino que você olhou? Ou talvez do seu pai, que estava tendo um dia ruim, quando você o abraçou e ele não correspondeu.

Não importa. Porque no momento em que ela aparece, você a reconhece a quilômetros de distância. E você treme por inteiro, porque sabe o quanto aquilo tem um poder devastador.

Quando eu vejo acontecer, a tal da rejeição, que aparece em tantas diferentes formas, fico fascinada por ela. É incrível sua força. Sua magia... Uma magia negra talvez, porque corrói e machuca.

Eu já vivi essa magia tantas vezes. Algumas sendo rejeitada, outras rejeitando. E os dois lados tem um gosto doce e amargo ao mesmo tempo, que não nos deixa dormir.

O que é pior? Eu fico me perguntando... Porque eu simplesmente abomino a idéia de alguém por ai se lamentando por minha causa. Não porque eu sou uma ótima pessoa, nem porque sou bondosa e não gosto de ver o sofrimento alheio. Mas especialmente porque eu detesto sentir pena. A pena vem quase como um pacote da rejeição quando você sabe que está rejeitando alguém. Porque existem os casos em que você nem nota, nem se da conta da dor do outro... Mas geralmente, você sabe. E a pessoa fica ali, se lamentando, e te olhando com olhar de cão abandonado. E mesmo quando ele não está te olhando, você sente aquela nuvem de auto-piedade em torno da pessoa. E quanto mais ela sente pena de si mesma, menor ela fica e menos você consegue notá-la...

E de repente, quando eu já estou cheia daquela sensação, eu percebo que talvez, ou certamente, em algum momento da minha vida, de toda a minha existência, eu estive ali, naquele lugar. Mais de uma vez. Me sentindo pequena, impotente, frágil e merecedora de pena. E a idéia de estar do outro lado me fez sentir mais humana, me fez sentir empatia e fez a pena desaparecer. Porque existe um lado bonito na rejeição. Um lado que não carrega pena, nem pequenez. Um pacote completo com coragem o suficiente para se arriscar a parecer tudo aquilo que não queremos, a nos expor e ter orgulho de termos tentado, de termos buscado o outro, quando ele não estava suscetível, e aquela visão negativa do outro, do rejeitado, passa a ser admiração.  E quando você consegue admirar alguém num momento de fragilidade, você consegue se libertar o suficiente para nunca mais sentir pena de si num momento de rejeição. Uma amiga já me disse... o não você já possui. Estamos sempre na busca por um sim.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Tempo

"Time waits for no one"

 

Alguns dias sentimos que o tempo voou. Que não deu tempo de fazer tudo que era para ser feito, que o relógio andou depressa demais. Outros dias o tempo  parece que pára. O dia não acontece, apesar de você fazer tudo que precisava e mais um pouco, o dia simplesmente não passa.

Alguém um dia disse que o tempo é relativo. Ele anda conforme o nosso ritmo, acompanha o nosso coração. Se hoje você vê o dia voar, amanhã ele parece levar dias, anos em vez de horas...

Mas o tempo é duro, é traiçoeiro, ele não avisa que vai passar e ele não nos lembra que não volta. E muitas vezes você vai torcer pra que ele passe depressa, e algumas outras, vai implorar pra que ele volte. Afinal, como todo o resto, o tempo é mais uma coisa, mais um limite que nós colocamos em nossa vida e que nós simplesmente nunca estamos satisfeitos. Nós o criamos e ele não é nosso aliado. Quando estamos com dor, sofrendo, com medo ou cansados ele é cruel. Fica em câmera lenta e faz sentirmos todos os segundos parecerem horas... Quando estamos amando, felizes e realizados ele voa, sem piedade, até você ver que tudo ficou pra trás num piscar de olhos.

Eu luto com o tempo o tempo todo. Quero controlá-lo, colocá-lo numa caixinha só por um tempo... parar pra respirar, só por um minuto. Mas ele não me deixa. Ele corre como vento com um força destruidora. Ele transformou aquela rocha impenetrável em um grão de areia.

Por isso eu não quero mais hesitar. Não há tempo para hesitar, tempo para deixar pra depois. A vida não permite que o tempo pare, porque se ele parasse, nós perderíamos todo nosso tempo. Se com ele voando na nossa frente todos os dias, nós deixamos de fazer por não querer errar, deixamos de falar por não querer ouvir, de viver por não querer temer, de amar por não querer sofrer, se o tempo pudesse parar, nós hesitaríamos pela eternidade.

O tempo não espera você tomar sua decisão sobre aquele emprego, não respeita seu luto, não hesita em tirar o que acabou de te entregar. Ele não para. E apesar de nós termos criado a idéia do tempo, ele sempre esteve conosco, para nos lembrar de que temos que viver sem medos, sem culpa, sem arrependimentos. Simplesmente viver e tentar ao máximo ser feliz, ser completo, ser realizado amando seus erros, amando seu passado, aceitando o presente, sem medo do futuro. Para que um dia você consiga olhar pra trás, sorrir e agradecer pelo seu tempo. 

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O que eu quero x o que eu faço

No mundo dos relacionamentos existem dois fatores importantíssimos: o que eu quero e espero da outra pessoa e aquilo que eu faço, as atitudes que tomo dentro do nosso caso.

Pois bem, se você perguntar à Cristina, ela dirá que eu sou errada com os meus casinhos (afinal, quando saia com o Juan Casamento eu continuava saindo, ficando com pessoas que eu achava interessante e tudo mais), que eu tenho péssimas atitudes até mesmo quando estou interessada em algo mais sério, ainda mais pra camuflar o que sinto. Eu discordo. Acho horrível alguém parar a vida, mudar o estilo completamente por causa de uma possibilidade de relacionamento... Acho que, se não dá certo depois, você passa a se crucificar pelas coisas que você deixou de fazer, ainda mais por algo que não deu certo.

Mas pra viver assim é importante que a pessoa tenha a cabeça no lugar e saiba o que exigir. Por exemplo, eu sempre dizia que eu não ligaria se o Juan Casamento estivesse saindo com outra menina (desde que ele não ficasse me contando, né) e não ligava mesmo quando ele saia de balada com os amigos... Não esperava isso dele porque eu fazia o mesmo! Seria hipocrisia da minha parte e isso sim seria errado. Cobrar por algo que eu não estava disposta a fazer! É importante que a gente saiba identificar o momento certo de chegar a um consenso e abrir mão de coisas “juntos”. Temos que dar o exemplo, pensar sempre em “eu não faço com o outro aquilo que não quero que faça comigo. Pra mim, só assim será possível que um relacionamento cresça baseado em confiança e cumplicidade.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

... O que eu não quero. Final

4. Perder o controle.

“Ninguém gosta de perder o controle... é um sinal de fraqueza. Não importa o quanto você luta, você cai. E isso é muito assustador...”
[Meredith Grey – Grey’s Anatomy]

Eis um tema que não gostamos nem de pensar... Porque amamos nos enganar e fingir que controlamos tudo o que acontece em nossa vida.
Controlamos nossas finanças, nossos empregos, horários... Somos controladores excêntricos e nos sentimos seguros e confortáveis quando “estamos no controle” das coisas. Mesmo que isso não seja um fato realmente. Talvez por isso seja tão difícil se relacionar com outras pessoas. Afinal, infelizmente nós não controlamos as outras pessoas, não controlamos o que elas pensam de nós, o que elas querem, o que elas sentem. E pior que isso. Não controlamos o que nós sentimos também. Ou você é uma daquelas pessoas que acreditam que sabem muito bem o que sentem, por quem e quando sentem? Eu conheço algumas pessoas assim. Me garantem eloquentemente que se não quiserem, não se apaixonam, que sabem que não fariam isso, que fariam aquilo, que não agiriam de forma irracional, que nós somos humanos e que isso é o que nos difere dos animais... Interessante, penso eu. Então quer dizer que todas aquelas mulheres que choram e sofrem e se envolvem com pessoas erradas e todos aqueles homens que se magoam, se decepcionam, se descabelam... todos eles (todos nós) fazem isso de forma racional? Se entregam voluntariamente ao sofrimento, por livre e espontânea vontade? Ou por esporte? Será que Freud explica essa?
Não sei quanto à você, mas hoje eu acho que não. Acho que a vida não é tão simples para ser explicada de uma forma tão superficial. Já fui do tipo que via uma mulher se desdobrando pra manter uma relação e pensava “ Que otária! Meu Deus. Não tem amor próprio, não é possível, que burra, que cega, que idiota...” . Pois é. Já pensei assim. E que beleza como a vida age, pois eu literalmente cuspi pra cima e caiu bem no meu nariz.
Porque um dia, sem nenhum aviso, sem nenhum sinal, sem que eu pudesse me dar conta a tempo, lá estava eu, desesperada e sem controle. Sem controle MESMO. Uma descontrolada. Parecia aqueles sonhos, que um minutos você está num lugar e de repente se vê em outro sem mais nem menos. E fica pensando “Aonde eu estou? Quem sou eu?”. Aquelas perguntas básicas para uma louca perdida na vida.
Acontece que um minuto eu estava conhecendo um cara [Juan Instável]... Um cara que estava lá, que não tinha nada de mais e eu comecei a sair com o intuito de sempre. Me divertir, me satisfazer, me entreter. Um cara comum, que na minha cabeça, na minha estúpida ilusão, eu estava completamente no controle. Três meses, um namorado incrível e uma vida perfeita depois, eu ainda me sentia perfeitamente controladora. Me sentia esperta, capaz, conquistadora.... Não que eu não tivesse sido, ele realmente me amava também. Mas a coisa do controle passou a ser muito importante pra mim, cada vez mais e mais...
E de repente, no meio da nossa rotina perfeita, uma catástrofe acontece. Eu percebo que eu não controlo ele e eu não controlo A MIM principalmente. A ficha caiu... eu não controlava mais nada. O que eu sentia, o que eu pensava, o que eu FALAVA. Eu parecia um tsunami de emoções, e eu tinha me transformado no tipo de mulher que eu mais detestava e ridicularizava. A ciumenta, a maluca, a irracional, a chorona!!!! Era detestável... e triste. Triste que eu tivesse sido tão mentirosa e hipócrita comigo mesmo. Triste porque era doloroso demais não conseguir me controlar. Não conseguir controlar o pensamento do outro, não conseguir ser racional em relação a mais nada. Me sentia minúscula. Impotente.
E me odiava por ter sido tão arrogante a ponto de ter que passar por tudo aquilo pra entender que as pessoas não tem controle. Que nós não somos seres humanos, superiores, inteligentes, racionais... Nós somos meros animais, que se perderam quando tentaram achar razão dentro dos sentimentos. Eles são muito maiores e mais fortes que a nossa razão. E muitas vezes na vida, você vai sentir que não tem controle sobre as coisas que vão acontecendo. E você vai se perguntar incessantemente “Em que ponto eu perdi o controle??”. Não porque você é fraco, não porque você é burro... porque você é humano e por mais que tente negar pro resto da sua vida, você é todo sentimento. E que nunca, acredite, NUNCA esteve no controle.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

... O que eu não quero

3. Insegurança

Quem está mais perdido nos dias de hoje? Eles, ou nós?
Até que ponto nossa independência nos prejudicou?
Existe um mito de que as mulheres modernas estão deixando os homens confusos, sentindo-se inúteis e sem saber como agir. E que isso, automaticamente, está dificultando as relações amorosas.
Eu sempre entro em discussões por causa desse tema, e por isso achei válido discuti-los com vocês, para tentar entender o que é mito, e o que é realidade.
Eis a minha opinião sobre o tema.
SIM, existe um problema na comunicação entre homens e mulheres, porém, sempre existiu. Não é uma característica dos relacionamentos modernos, mas dos relacionamentos em geral. A falha nessa comunicação é muito simples... Se nem nós mesmos nos compreendemos, como se fazer entender pelo outro?
A posição de submissão, que nos foi imposta por muito tempo obviamente tornava as relações mais “fáceis”. Para o outro, claro. Afinal, não tínhamos voz de decisão e nem direito a discussão. E a matemática dessa situação torna tudo mais simples. Um manda, o outro obedece. É realmente muito fácil lidar com alguém quando as suas necessidades e vontades pessoais vem em primeiro lugar. Quando uma pessoa se doa completamente, a outra vive comodamente com essa situação.
Mas o que acontece quando a relação deixa de ser unilateral e passa a ser bilateral? Quando uma das pessoas deixa de viver para o outro e passa a também querer viver para si? Atrito. Desentendimento. Brigas. Incompreensão mútua e mágoas. Muitas mágoas.
É uma atitude egoísta? Talvez até seja. Mas ao longo dos anos, o que viemos aprendendo, é que ninguém é feliz pelo outro. Que não somos seres incompletos que precisam do outro ser para sermos completos. E começamos a tentar ser feliz sozinhas, nos realizarmos da melhor maneira possível para crescer e evoluir como ser humano.
E onde o homem entra nisso tudo? Em absolutamente tudo.
A busca pela individualidade, pela própria personalidade, não tem intenção de afastar o outro, nem de torná-lo inútil. Pelo contrário. A intenção é ser uma pessoa completa para ter o que acrescentar ao outro. Ensinar e não só aprender, errar, acertar, criar, imaginar... Gerar a troca.
Então por quê raios isso nos afasta deles? Por quê tanta insegurança, como se nós tivéssemos nos transformado nas verdadeiras Louva-Deus, que querem devorá-los depois de utilizar? E como agir, para que eles continuem se sentindo nossos provedores e porto-seguro? Como ser independente e segura, sem castrá-los? E como eles devem agir, para nos compreenderem e aceitarem, de uma maneira pacífica, sem perder a masculinidade e virilidade, que nos faz ter atração?
Sempre fui cética quando me falavam das diferenças entre os sexos. O sexo frágil, o sexo forte...
Pra mim era tudo bobagem. Pensava que eram dois seres humanos, com inseguranças, medos, sonhos e necessidades. Mas observando relacionamentos a minha volta, inclusive alguns meus, comecei a pensar se eu não estaria sendo inocente. A velha história da mulher que ganha mais que o homem e acaba com a sua auto-estima. A mulher que é segura demais e derruba o homem, que se sente inferior. A mulher bem sucedida que faz o homem se sentir diminuído. A mulher muito sexual que deixa o homem inseguro e apavorado com a traição... E as histórias não terminam nunca!
Acho que por fim, a resposta é algo muito mais sutil. Talvez eu possa soar até simplista demais. Mas não existem atitudes e fórmulas certas. Existem pessoas que dividem os mesmos valores, e homens que constroem uma segurança interna, baseada em si mesmos e não em seus feitos sexuais, profissionais e amorosos.
Quando eles entendem que as mulheres não estão em busca do homem perfeito, e sim, de um homem completo e com defeitos e qualidades que o fazem único, eles descobrem que podem conquistar o mundo. E nada, nem ninguém consegue convencê-los do contrário. E que mulher não admira um homem completo? E que homem não acha atraente uma mulher que o admira?
E assim surge o começo de um equilíbrio em toda essa confusão... Afinal, “Niguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem.”

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Somente o amor não concretizado pode ser romântico?


Com meus 15 anos eu era o oposto da Vicky. Menina, romântica, apaixonada, levemente sonhadora... e tudo por causa dele: Juan Pão. Ahhh, o Juan Pão era um máximo... vai saber o que eu via nele... enfim, passei uns 4 anos atrás desse ser que cada hora queria algo diferente. Uma hora queria ficar comigo, outra hora não, outra hora sim, etc. Depois de um, dois anos apaixonada pelo Juan Pão, me transformei em uma desacreditada, durona, que odeia romance. Fomos ficar 4 anos apos a gente se conhecer e eu ser a maior idiota atrás dele (ele sabia... nunca fui muito boa para disfarçar essas coisas). E ai? Ai que eu... desencanei!

No ano passado, a já então Vicky conhece o Juan Casamento. Ele era perfeito... bonito, inteligente, bem de vida, charmoso, bom de pegada, melhor caráter que eu já tinha visto... pra casar mesmo. Melhor de tudo? Me achava um máximo, me ligava, queria sair comigo... e no fim das contas, eu o achava tão perfeito que chegava a ser um tédio! Mas insisti... depois de 3 meses saindo com ele, comecei a me apaixonar... e nessa hora, ele desistiu! Fiquei louca, insistia em correr atrás dele que me dava esperanças... Imaginava o quanto nós seríamos felizes juntos, o quanto perfeitos éramos um para o outro. Como eu ia deixar o homem da minha vida ir embora sem mais nem menos?!

A frase do titulo é uma das principais frases do filme Vicky Cristina Barcelona. E resume bem tudo que eu disse nesse tópico. O amor romântico, idealista, só pode ser aquele que não segue adiante, que não vemos os defeitos dos outros. Afinal, idealizamos a pessoa, o cenário que viveríamos juntos, que até os defeitos dela é tudo que a gente queria na nossa vida e tudo de mais suportável que existe! Esses dois casos que eu contei aqui, são os típicos idealizados por uma pessoa... idealizei uma pessoa durante quatro anos, desenhei que ele era um homem e, quando tive a oportunidade de conhecê-lo, vi que não era nada daquilo. O romantismo acabou, assim como o que eu sentia por ele.

O segundo, eu ainda tenho comigo que é um homem maravilhoso mas que não combinava comigo... tenho uma visão romântica de nós dois e penso que talvez eu tenha cometido erros que fizeram com que a gente não desse certo. Mas confesso que só penso nas coisas boas, não penso em adversidades, e certamente não penso em brigas e nem em nós dois passando e sobrevivendo a uma crise.

O amor que é vivido junto nunca será romântico porque as pessoas não são perfeitas, não são 100% do tempo amáveis e o relacionamento é construído muito mais nas dificuldades e nos defeitos do que naquilo de bom que a outra pessoa tem. Já dizia Roberto Freire ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem”… e já dizia Maria Elenaonly unfulfilled love can be romantic.”

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

... O que eu não quero

2. Culpa

“...Escute...
Sei que é difícil acreditar quando dizem ‘sei como se sente’. Mas no meu caso, eu sei... Acontece que ele não estava tão apaixonado quanto eu imaginava. O que quero dizer é...
Eu sei como é se sentir extremamente pequena e insignificante. E como isso dói em lugares que você nem sabia que tinha em você. E não importa quantos cortes de cabelo você faz, quantas academias você freqüenta, ou quantas garrafas você toma com suas amigas. Você continua indo pra cama todas as noites, repassando todos os detalhes e se perguntando o que você fez de errado. Ou como pôde ter entendido tudo errado? Ou como por aquele momento, pensou que era feliz?
Até se convence de que um hora ele vai perceber tudo e baterá na sua porta. E depois de tudo, ainda que essa situação tenha durado muito tempo, você vai para um lugar novo, e conhece pessoas que te fazem sentir útil de novo. E vai recompondo sua alma, pedaço a pedaço. E toda aquela confusão, os anos desperdiçados da sua vida, começam a desaparecer...”
[The Holiday – Iris Simpkins]

Esse trecho do filme “The Holiday” mexeu comigo mais do que o filme em si. Fala com simplicidade de um sentimento tão comum entre nós e, ao mesmo tempo, tão único. Porque quando você está passando por isso, jamais imagina que outra pessoa consiga entender e mensurar o que se passa ali dentro.
E a verdade, afinal de contas, é que todos nós já passamos por isso em algum momento... E desse momento, o que mais me marcou, foi o tema que resolvi pautar:
A culpa.
É um martírio interminável tentar entender, ou encontrar um culpado pelo fracasso de um relacionamento.
Quem disse que eu estava preparada para terminar? E será que em algum momento alguém fica preparado para isso?
A morte prematura do relacionamento possui uma mística única. O que era pra ser e não foi, causa uma estranha sensação de saudade... Saudade daquele que decidiu pelos dois que era melhor parar por ali, sem como e nem por quê. Apenas deixou no vácuo do silêncio a promessa de um sentimento novo.
Sem fim, sem adeus e com a dúvida pairando em nossas camas todas as noites, procurando respostas com o peito apertado e cheio de culpa...
Quando uma relação tem começo, meio e fim, os pingos nos ‘is’ são mais claros e a certeza do “nunca mais” cria um muro entre as duas pessoas.
Um término sem fim, deixa arestas para nos assombrar, deixa a porta aberta, e causa a incômoda sensação de impotência, toda vez que ele resolve voltar...
E a sombra da culpa nunca nos abandona. Tentamos encontrar respostas em cada ato que cometemos, cada palavra que trocamos... Analisamos, comparamos, criamos hipóteses do que fizemos de errado e tentamos achar uma solução para cada uma delas. Mas o que corrói mais no final das contas, é compreender, que não existe razão, não existe por quê e principalmente, não existe culpado, para o fim de um sentimento, que não era para acontecer.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Aplicabilidade I da Lei da Sinceridade

O que faz um casinho virar algo mais sério? Eu acredito que é uma combinação de fatores. Química, compatibilidade de gênios, de ideologias, de vida... e o famoso timing. Concordo que ele é responsável por a maior parte dos insucessos de casinhos em potenciais. Ele e a química... mas o timing também sempre serve como uma grande desculpinha, tanto pra homens quanto para mulheres.

Mas por que damos desculpas? Acredito que são vários motivos, como o medo de se arrepender, a vontade de querer manter a pessoa na prateleira e a falta de coragem em dizer a verdade para evitar mágoas e dor de cabeça. Mas evita mágoa mesmo? Acredito que não... quantos caras te enrolaram que não acabaram te magoando? De uma certa maneira, todos. E quantos te falaram a verdade? Quase nenhum.

Semana passada vivi uma cobrança por conta de um carinha que eu saí. A gente se conheceu na internet e começamos a conversar... dava aquela ansiedade de falar o tempo todo com a pessoa. Tinha visto foto e, apesar de eu não ter achado grandes coisas, pensei q valia a pena conhecê-lo pelo caráter que ele havia demonstrado. Nos encontramos em uma sexta, ficamos, foi legal... mas na hora eu já saquei que nós tínhamos um estilo muito diferente para relacionamento. Quem me conhece sabe que eu sou demorada pra me abrir pra alguém e me sinto sufocada quando ficam no meu pé (inclusive, eu já havia dito isto pra ele em uma das nossas longas conversas). E sim, ele era um desses. Queria sair no sábado, no domingo, na segunda e na terça. Havíamos combinado de sair na quarta-feira, mas eu desmarquei, alegando que minha família de outra cidade estava nos visitando. Nos dias seguintes, foi um Deus nos acuda... ele tentou causar ciúmes, me perguntou diversas vezes se eu tinha ficado com um amigo meu, etc. Aquilo para mim foi o fim! Dali em diante, peguei um bode tremendo e passei a tratá-lo com indiferença.

Pois bem. Burro que não é, me questionou sobre... eu resolvi adotar a sinceridade máxima. Falei tudo que eu realmente pensava, que ele havia me sufocado, me bodiado, e tinha até acabado com o clima para uma amizade. Óbvio que ele rebateu minhas críticas com desculpas e ficou bravo comigo... Mas isso tudo passará um dia.

Mesmo com a reação trabalhosa que ele deu, para um relacionamento que nem existia, acho que a sinceridade foi a melhor coisa que adotei. Ele conseguiu se liberar de mim e vai poder continuar atrás de outras mulheres que combine mais com ele e com o que ele procura. E eu? Eu consegui a minha paz e liberdade, sabendo que eu fui honesta e não iludi ninguém. É a Lei da Sinceridade que a Cristina falou no post anterior. Que os homens também vejam seus benefícios e adotem este mando... Assim, existirão mulheres menos iludidas (ou até mesmo desiludidas) e todos acharão a sua paz, assim como eu.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O que eu não quero

Começando pela premissa do, “o que quero, não sei, mas sei o que não quero”, algumas coisas que, nós mulheres, simplesmente NÃO QUEREMOS:

1. Mentira

Estamos saturadas das mesmas velhas atitudes. Por quê não uma nova abordagem ao tema. Chamaremos então de “Lei da Sinceridade”.

Ontem no trabalho, conversando com Vicky, entramos de novo num assunto persistente (Juan Mala), que vem sido abordado há algum tempo.

Eis um resumo da ópera: Vi conheceu um amante do seu time de futebol através de um fórum na internet. Menina moderna, bem resolvida. Trocaram MSN, bateram altos papos. Resolveram sair e... yata yata yata… Essa é uma história para um próximo post. Mas a questão era que Vicky perdeu o interesse. Mas como fazê-lo entender que nada mais rolaria?

Pensei muito em sugerir uma abordagem diferente. Se o cara gosta do jeito desencanado dela de ser, talvez uma atitude grude resolva o problema. “Ok, vamos inverter o jogo, liga cem vezes pra ele durante o jogo, chora no telefone, diz que ele é seu herói, invente nomes de filhos. Ele vai ter que sumir.” Mas, fiquei com medo da sugestão. Muito arriscado, vai que o maluco gosta? É como cavar a própria cova.

Foi quando começamos a questionar. Por quê lutamos tanto para não falarmos a verdade? O que tem de tão errado em ser sincero? Hoje em dia somos tão abertas, realistas, fortes... Por quê não jogar a real? E mais do que isso, quando a verdade é demais? Achar o equilíbrio para ser sincera, sem machucar ninguém é a medida certa. E não é isso que queremos afinal? Eis que surge a idéia da Lei.

Eu teria poupado milhares de anos-luz se alguns Juans da minha vida tivessem apenas sido sinceros comigo.

Que tal um: “Poxa, eu sinto muito, foi legal, mas não rolou.”

Ou então: “Não estou afim, não quero, não gosto, não combina..”

Ou até mesmo: “Conheci outra pessoa… Para mim terminou…”

Nossa, eu posso pensar em trinta motivos para cada cara que eu não quis mais sair. E no fundo é muito simples, geralmente não clicou. E para que manter a pessoa em banho-maria, quando nós não gostamos de nos sentir os verdadeiros estepes...?

Quantas vezes você conheceu alguém e ele veio te dar o cartão dele e você pensou: "Ok, muito obrigado, espere sentado a minha ligação."? E por quê não dizer? Não com a delicadeza de um rinoceronte, mas um " Muito obrigado, fico lisonjeada, mas não vou te ligar..." é tão terrível assim?

Então adotei a Lei totalmente. Não tenho mais paciência pra “Saudades... quanto tempo...” e outros muitos blábláblás, que não levam a nada. Nos fazem perder tempo quando podíamos estar em outra há eras. Quando um Juan antigo reaparecer com esse papinho furado de que está trabalhando muito, de que teve uma viagem pra Aspen, de que foi internado pra tratamento de choque e outras vertentes, por favor minhas caras, vamos levantar de dizer: “ Meu bem, Lei da Sinceridade, por favor. Não me leve a mal, mas você não me deve nada, e eu também não... então vamos parar com o papo furado, pois quem sabe assim um dia seremos bons amigos”.

Afinal, uma boa dose de sinceridade nunca fez mal a ninguém.

Próximo post:
2. Culpa

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Vicky Cristina Barcelona por Vicky


Mulheres. Poucos homens são capazes de compreendê-las. Até nós mesmas ficamos confusas com tanta inconstância. Mas, de vez em quando, vem alguém e nos surpreende com a leitura de personagens femininas, exatamente o que aconteceu com Woody Allen, que foi extremamente feliz com Vicky Cristina Barcelona.

Desenhou 3 mulheres de personalidades diferentes, mas que no fundo, podem retratar uma mulher só. Quem não tem seus dias centrados de Vicky, seus momentos de querer largar tudo e buscar por algo mais como a Cristina ou surtos loucos como o da Maria Elena? Todas nós! Nascemos insatisfeitas e, por isso, temos tantas facetas. Ariscas, amorosas, apaixonadas, bravas, carentes, seguras... encaramos essas emoções como sapatos específicos para cada ocasião.

Porém, no fundo de tudo isso, temos uma essência que nunca pode ser negada... qual é a minha? Ah, eu sou a Vicky, com certeza. A identificação foi instantânea com a personagem. Analiso cada pedacinho de um relacionamento, mesmo que seja um beijo em uma balada no cara mais gato que tem. Levanto os prós e contras, identifico possíveis cenários, etc. Com isso, passo a procurar sempre aquilo que é o mais seguro e mais concreto, proibindo que as situações rolem naturalmente. Admiro a Cristina pela sua paixão, mas tento ser sempre mais controlada. Sou conformada? Não, não gosto de ver assim... sou realista. Sei as minhas limitações e das pessoas próximas de mim. Posso remoer um amor passado, mas sei que, no futuro, descobrirei que tomei a melhor decisão. Tá bom vai, nem sempre. Eu erro. E muito.

Neste blog, eu e a Cris pretendemos abordar não só a maneira com que as mulheres (até porque nós duas somos mulheres um tanto quanto atípicas) se relacionam com o sexo oposto e sim, na vida profissional, com amigos, colegas, etc. A idéia é mostrar como nossas vidas formam as pessoas que somos com esta cidade maravilhosa de fundo, São Paulo.

Sejam bem-vindos.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Vicky Cristina Barcelona por Cristina

Muitas pessoas assistiram o filme que inspirou este blog, e tiveram um olhar minimalista sobre o tema. Viagens, paixões, amores... traição e ciúme. Tudo que vemos em qualquer filme e no cotidiano de todo mundo.

Mas para mim não. Para mim é muito mais do que isso. Vejo as relações humanas e os conflitos internos nitidamente em cada personagem. Me identifiquei com todos, afinal, ali eram todos a representação de uma pessoa só, nós mesmo e nossas infinitas personalidades. Claro que cada um de nós tem uma lado da personalidade mais marcante que outro. Pra mim, sem dúvida é o lado Cristina.

A faminta por sensações, apaixonada, aberta, que tenta não nutrir preconceitos por aquilo que desconhece. E ela sabe que desconhece muitas coisas.  Está  sempre em busca do novo, a eterna insatisfeita. Mas quem não é afinal? Cristina se arrisca e aos poucos vai descobrindo, as duras penas, o que não quer. Mas é um excelente começo, não?

O lado Vicky é o racional. O simplista, o conformado. Sente frio na espinha só de pensar em sair da linha. Quer evitar complicações e por isso planeja sua vida nos mínimos detalhes. Mas ali em seu íntimo, ela sabe. Também é uma insatisfeita, por tudo aquilo que ela não é, por tudo aquilo que sabe que não vai viver. Por não saber nem o que quer e nem o que não quer.

Juan é nosso representante do sexo masculino. É aquele que te faz pensar, que mexe com coisas no seu íntimo que nem você sabia que tinha. E você gosta. E você odeia que tenha gostado, mas não consegue evitar...

E por fim, eis que surge a Maria Elena. Ah Maria Elena...

Ela cativa as pessoas. É o personagem mais forte. Ela é a paixão, a irracionalidade pura, o tesão, o medo, o ciúme, o amor tórrido que derruba a gente e dilacera o coração. E quem ousa não gostar dela? É simplesmente apaixonante.

Aqui nós vamos questionar, intrigar, contar e ouvir histórias de quem é e sempre será uma insatisfeita crônica. Porque somos mulheres, somos intensas e estamos em busca de algo mais, tentando descobrir, pelo menos, o que não queremos.

Bem vindo, Cristina, muito prazer.